Trump cancela transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan

Trump cancela transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu nesta quinta-feira, 15, de transmitir ao vivo o fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A execução segue marcada para 3 de dezembro.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a transmissão poderia servir para demonstrar as consequências enfrentadas por autores de ataques terroristas, mas reconheceu que muitas pessoas prefeririam não acompanhar a morte do condenado. O presidente confirmou que o fuzilamento será mantido na data prevista, sem exibição pública.

Familiares diretos das vítimas poderão assistir ao procedimento presencialmente, se assim quiserem.

A decisão reverte uma proposta do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que havia defendido a transmissão como forma de mostrar as consequências de crimes dessa natureza. A ideia gerou críticas de parlamentares republicanos e democratas, de líderes religiosos e de integrantes das Forças Armadas.

O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, também apresentaram ressalvas. Johnson advertiu que imagens da execução poderiam ser usadas como instrumento de recrutamento por grupos terroristas.

Hasan era psiquiatra militar e foi condenado em 2013 por um júri militar por 13 assassinatos premeditados e 32 tentativas de homicídio. Em 5 de novembro de 2009, ele atirou contra militares que se preparavam para uma missão no exterior, matando 13 pessoas e ferindo outras 32.

O ex-major foi atingido por policiais durante a ação e ficou paraplégico.

Principais informações

  • Trump desistiu de transmitir ao vivo o fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major condenado pelo ataque a Fort Hood em 2009
  • A execução segue prevista para 3 de dezembro, sem transmissão pública
  • Familiares diretos das vítimas poderão acompanhar o procedimento presencialmente
  • A decisão reverte proposta do secretário de Defesa, Pete Hegseth, criticada por parlamentares, líderes religiosos e militares
  • Hasan foi condenado em 2013 por 13 assassinatos premeditados e 32 tentativas de homicídio

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *