Raio X aplicado a árvores identifica deterioração sem necessidade de corte

Raio X aplicado a árvores identifica deterioração sem necessidade de corte

Uma técnica que usa recursos de radiologia permite analisar a parte interna de árvores sem que seja preciso derrubá-las. O método foi apresentado por Mário César Manduca, profissional das técnicas radiológicas, em entrevista a Joice Maffezzolli no programa A Força do Agro, da Sentido Horário.

Segundo Manduca, a pesquisa começou há cerca de cinco anos, motivada pela necessidade de localizar árvores comprometidas e reduzir o risco de acidentes em áreas urbanas.

O procedimento emprega equipamentos portáteis e sensores, que recolhem informações sobre a estrutura interna do tronco. Os dados dão origem a imagens que ajudam a identificar regiões deterioradas. Um biólogo participa da análise e assina o laudo técnico, que pode chegar ao responsável pela árvore em aproximadamente três dias, de acordo com o entrevistado.

O diagnóstico também serve para avaliar raízes e orientar intervenções. Com os resultados, as equipes conseguem apontar os trechos comprometidos e planejar podas mais precisas, evitando a remoção de árvores que ainda podem ser preservadas.

Conforme Manduca, cerca de 30% das árvores avaliadas até o momento apresentaram algum tipo de comprometimento. Ele relatou trabalhos realizados em parques de São Paulo e em municípios como Ribeirão Preto e Sorocaba.

Além da arborização urbana, a tecnologia pode ser levada ao campo. De acordo com o profissional, métodos semelhantes podem apoiar pesquisas sobre fungos, bactérias e outros problemas que atingem plantas cultivadas, e a análise por amostragem pode contribuir para o monitoramento de lavouras.

A proposta amplia o uso da radiologia, que hoje vai da medicina à indústria, e oferece uma alternativa para embasar decisões de manejo, conservar exemplares saudáveis e detectar riscos antes que eles se transformem em acidentes.

Principais informações

  • Tecnologia de radiologia avalia o interior de árvores sem precisar derrubá-las
  • Equipamentos portáteis e sensores geram imagens que apontam áreas deterioradas
  • Um biólogo analisa os dados e emite laudo técnico em cerca de três dias
  • Cerca de 30% das árvores avaliadas apresentaram algum comprometimento
  • Métodos semelhantes podem ajudar pesquisas sobre fungos e bactérias em plantas cultivadas

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