Celina Leão processa Lula por violência política contra a mulher e pede R$ 64,8 mil

Celina Leão processa Lula por violência política contra a mulher e pede R$ 64,8 mil

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), entrou com uma ação na Justiça contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por violência política contra a mulher. O processo foi protocolado no 2º Juizado Especial Cível de Brasília e pede R$ 64,8 mil por danos morais.

A ação tem como base declarações de Lula feitas durante um evento político em Ceilândia (DF), em 16 de setembro. Na ocasião, o presidente comentou a relação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master e afirmou que a governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade para o governo federal.

A defesa de Celina Leão sustenta que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política. Segundo a governadora, Lula usou expressões que atingem seu caráter e colocam em dúvida a credibilidade do que ela diz, além de fazer considerações sobre quais deveriam ser suas prioridades. Os advogados argumentam que a conduta configura violência política contra a mulher e é um ato ilícito passível de indenização.

Além da reparação por danos morais, Celina Leão pede que a sentença seja publicada nos mesmos canais em que as declarações foram divulgadas e que o presidente se abstenha de fazer novas manifestações da mesma natureza.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) marcou uma audiência de conciliação entre a governadora e o presidente para 4 de novembro. O encontro será por videoconferência, conforme despacho publicado na quinta-feira (8). Até o momento, a Presidência da República não se pronunciou sobre o processo.

Principais informações

  • Celina Leão (PP), governadora do DF e candidata à reeleição, entrou com ação contra o presidente Lula (PT)
  • O processo aponta violência política contra a mulher e pede R$ 64,8 mil por danos morais
  • A ação se baseia em falas de Lula sobre a relação entre o BRB e o Banco Master em evento em Ceilândia, em 16 de setembro
  • Celina pede publicação da sentença nos mesmos canais e que Lula se abstenha de novas manifestações do tipo
  • O TJDFT marcou audiência de conciliação por videoconferência para 4 de novembro; a Presidência não se pronunciou

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