Parlamento da Itália aprova reforma eleitoral defendida por Meloni

O Parlamento da Itália aprovou nesta quinta-feira (8) a reforma eleitoral defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni. A Câmara dos Deputados confirmou o texto por 227 votos a favor e 164 contra, em votação secreta, consolidando uma vitória política para a coalizão de centro-direita que governa o país.
A principal mudança estabelece um sistema proporcional com bônus de cadeiras para as alianças que superarem 42% dos votos. A regra garante maioria parlamentar ao bloco vencedor, com o objetivo declarado pelo governo de facilitar a formação de maiorias e assegurar estabilidade política.
Segundo Meloni, a reforma permitirá que o resultado das urnas se traduza em governos com condições de governar. A nova legislação também exige que partidos e coalizões apresentem antecipadamente seus candidatos a primeiro-ministro, o que altera a dinâmica das alianças, pois as legendas precisarão definir previamente candidatos e programas de governo.
A oposição de centro-esquerda acusa o governo de alterar as regras para favorecer sua permanência no poder. Os adversários da primeira-ministra prometem contestar a legislação na Justiça e alegam que as mudanças podem ser inconstitucionais.
A reforma será aplicada nas eleições legislativas previstas para 2027. A aprovação ocorre em meio a divergências na oposição sobre a escolha de um nome para disputar o comando do governo. A centro-esquerda reúne partidos com diferenças internas, entre eles o Partido Democrático, liderado por Elly Schlein, e o Movimento 5 Estrelas, de Giuseppe Conte.
Embora o texto tenha sido aprovado, a ameaça de judicialização abre uma nova frente de disputa política antes das próximas eleições nacionais.
Principais informações
- Câmara dos Deputados da Itália aprovou a reforma eleitoral por 227 votos a 164, em votação secreta
- Novo sistema é proporcional e concede bônus de cadeiras a alianças com mais de 42% dos votos
- Reforma exige que partidos e coalizões apresentem candidatos a primeiro-ministro com antecedência
- Oposição de centro-esquerda acusa governo de favorecer a própria permanência no poder e promete recorrer à Justiça
- Medida será aplicada nas eleições legislativas previstas para 2027

