Temporada de furacões de 2026 no Atlântico passa do pico sem registrar nenhum furacão

Temporada de furacões de 2026 no Atlântico passa do pico sem registrar nenhum furacão

A temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte passou pelo seu pico histórico, em torno de 11 de setembro, sem nenhum ciclone classificado como furacão, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O recorde anterior de primeiro furacão mais tardio era do Gustav, em 11 de setembro de 2002, data repetida pelo Humberto em 2013. Naquele dia, o NHC não previa ciclones tropicais para os sete dias seguintes.

O prognóstico de maio apontava 55% de chance de atividade abaixo da média climatológica de 1991 a 2020, 35% de temporada dentro da normalidade e 10% acima da média, com 8 a 14 ciclones nomeados, 3 a 6 furacões e 1 a 3 de alta intensidade.

Com a atividade fraca, o prognóstico foi revisto em agosto: os ciclones nomeados caíram para uma faixa de 7 a 13, os furacões para 2 a 6, e a estimativa passou a prever no máximo dois furacões de alta intensidade.

Até o fechamento do texto, seis ciclones atingiram a categoria de tempestade tropical: Arthur, Bertha, Cristóbal, Dolly, Édouard, que se dissipou em 2 de setembro, e Fay, formado em 21 de setembro com previsão de perder força até o dia 23. Nenhum alcançou a categoria 1.

A tempestade Arthur, entre 17 e 18 de julho, atingiu o México e o sul do Texas e da Louisiana, com quatro mortes no México e prejuízos estimados em US$ 1 bilhão, concentrados no país. Nos Estados Unidos, houve cerca de 800 mm de chuva e dezenas de tornados no golfo.

O El Niño, em curso desde agosto, atenua a formação de ciclones no Atlântico e favorece o Pacífico Nordeste. Na primeira semana de setembro, três furacões atuaram ao mesmo tempo na região: Lowell, de categoria 5, entre 27 de agosto e 11 de setembro, a oeste do Havaí, sem atingir o arquipélago; Karina, de categoria 4, a nordeste do Havaí; e Marie, de categoria 2, a mais de 600 quilômetros da costa oeste do México. A média da região é de oito furacões por temporada, e episódio semelhante ocorreu em 2015, também sob El Niño.

Entre 11 e 19 de setembro não houve furacão no Atlântico nem no Pacífico Leste, tampouco tufões no Pacífico Oeste. Em 18 de setembro, o NHC apontou um distúrbio no Atlântico central com 40% de chance de virar ciclone tropical, sem previsão de se tornar furacão. Em 20 de setembro, Odalys e Polo surgiram no Pacífico como tempestades tropicais.

A Organização Meteorológica Mundial afirmou que o El Niño está firmemente estabelecido e deve se intensificar para um evento muito forte nos próximos meses, com impactos em chuvas e temperaturas e riscos de inundações, seca e calor extremo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o fenômeno estaria sendo "superdimensionado diante dos nossos olhos".

Principais informações

  • A temporada do Atlântico de 2026 chegou a 11 de setembro sem nenhum furacão registrado, quebrando o recorde da Era dos Satélites.
  • Seis ciclones atingiram a categoria de tempestade tropical, mas nenhum chegou à categoria 1.
  • O prognóstico de maio, de 8 a 14 ciclones nomeados, foi revisto em agosto para uma faixa de 7 a 13.
  • No Pacífico Nordeste, Lowell, Karina e Marie foram furacões simultâneos na primeira semana de setembro.
  • A tempestade Arthur deixou quatro mortos no México e prejuízos estimados em US$ 1 bilhão.

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