Justiça converte prisão em internação provisória de mãe acusada de matar bebê em represa de Presidente Prudente

Justiça converte prisão em internação provisória de mãe acusada de matar bebê em represa de Presidente Prudente

A Justiça converteu em internação provisória a prisão em flagrante de uma mulher de 42 anos acusada de matar afogada a filha de 10 meses e de tentar matar os outros dois filhos, de 7 e 9 anos, em Presidente Prudente. A decisão foi tomada em audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (25), com base no artigo 319, inciso VII, do Código de Processo Penal.

O dispositivo prevê internação provisória em crimes cometidos com violência ou grave ameaça quando os peritos concluem que o acusado é inimputável ou semi-imputável e há risco de reiteração. A Polícia Civil informou que ainda não há definição sobre para onde a investigada será conduzida.

A prisão em flagrante ocorreu na quinta-feira (24). Segundo a Polícia Civil, a mulher levou os três filhos a uma represa nos fundos do clube da Associação Cultural, Agrícola e Esportiva (Acae), no bairro Residencial Anita Tiezzi, sob o pretexto de fazer um passeio e pescar. No local, as crianças foram lançadas na água.

Os dois mais velhos conseguiram sair da represa, fugir e pedir ajuda a um trabalhador próximo, que acionou a polícia. A bebê morreu no local. A Polícia Militar atendeu a ocorrência e localizou a investigada e as duas crianças sobreviventes; o Corpo de Bombeiros também foi acionado.

Conforme a Polícia Civil, a mulher apresenta transtornos mentais e falas desconexas. Ela afirmou que uma voz dizia que seus filhos sofreriam muito, motivo pelo qual teria decidido tirar a vida dos três. O pai das crianças disse que estava no trabalho e não presenciou os fatos; confirmou que a esposa tem problemas mentais, foi internada recentemente e não deu continuidade ao tratamento após deixar o hospital.

Nas investigações preliminares foram colhidos depoimentos de policiais, testemunhas e familiares, além do interrogatório da investigada. Também surgiram elementos que apontam para uma possível tentativa de intoxicação das crianças no dia anterior, com iogurte dado pela mãe, o que será apurado.

A Polícia Científica realizou perícia no local e foram requisitados exames, inclusive toxicológicos. O exame necroscópico apontou asfixia por afogamento como causa da morte da bebê.

A mulher foi autuada por homicídio em relação à bebê e por duas tentativas de homicídio contra as crianças de 7 e 9 anos, com qualificadoras. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva. As apurações estão a cargo da Delegacia de Investigações sobre Homicídios, da Deic.

As duas crianças sobreviventes foram encaminhadas para atendimento e proteção, com acompanhamento do Conselho Tutelar. O sepultamento da bebê estava previsto para esta sexta-feira (25), em horário ainda a definir, no Cemitério Municipal São João Batista, em Presidente Prudente.

Principais informações

  • Justiça converte prisão em flagrante em internação provisória
  • Mulher de 42 anos é acusada de matar afogada a filha de 10 meses em represa de Presidente Prudente
  • Dois filhos, de 7 e 9 anos, sobreviveram e pediram ajuda a um trabalhador
  • Investigação apura possível tentativa de intoxicação das crianças com iogurte no dia anterior
  • Exame necroscópico apontou asfixia por afogamento como causa da morte

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