Entidades empresariais cobram do STF resposta pública e urgente sobre crise institucional

Quase 3 mil entidades empresariais, sob liderança da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), publicaram manifesto nesta quarta-feira, 9, dirigido ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento cobra resposta pública e urgente do plenário para a crise institucional que, segundo as organizações, tem epicentro na Corte.
O manifesto classifica o momento como de extrema gravidade e afirma que a perda de credibilidade do STF afeta a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a estabilidade social. As entidades pedem que os fatos sejam examinados em sessão aberta ao público e decididos com urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo.
Segundo o texto, a autoridade de um tribunal não decorre apenas da posição institucional de seus integrantes, mas da legitimidade construída por meio de decisões imparciais, transparência e exemplaridade. "Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita", afirma o manifesto.
O documento não cita nominalmente ministros nem detalha episódios específicos, mas a manifestação ocorre em meio ao confronto público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça pediu abertura de investigação contra o colega por mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro; em resposta, Moraes passou a buscar investigação de Mendonça por abuso de autoridade.
As entidades empresariais rejeitam que a Corte postergue resposta ou trate a questão como assunto interno. "A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas", diz o documento. Pesquisa recente citada na divulgação aponta que 51% da população acredita que ministros decidem mais por interesse próprio do que pelo interesse público.
Principais informações
- Quase 3 mil entidades empresariais assinam manifesto liderado por CNI e Fiesp.
- O documento cobra resposta pública e urgente do STF diante da crise institucional.
- O manifesto pede sessão aberta do plenário e decisão sem adiamentos.
- A manifestação ocorre em meio ao confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
- Pesquisa citada indica que 51% da população vê ministros movidos por interesse próprio.

