EUA atacam três navios-tanque iranianos no Golfo e elevam crise no Estreito de Ormuz

Três navios-tanque iranianos foram atacados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no fim de semana, em mais um capítulo da crise pelo domínio do Estreito de Ormuz. A ação ocorreu com autorização do presidente Donald Trump, depois que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou mísseis balísticos contra dois navios de guerra americanos na região.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que duas das embarcações ficaram permanentemente inutilizadas e uma terceira foi destruída. A operação integra os esforços americanos para limitar a capacidade iraniana de controlar o tráfego marítimo em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que qualquer novo ataque americano contra interesses do Irã terá resposta 'mais rápida, mais pesada e mais dolorosa'. O Reino Unido, por sua vez, manteve o nível de ameaça no Estreito de Ormuz como 'severo', diante de relatos de ataques, sobrevoos de drones e ações de vigilância contra embarcações.
As forças americanas afirmam ter desviado 92 embarcações comerciais, abordado duas e desabilitado três durante operações na região.
A escalada afeta o mercado internacional de petróleo. O tráfego de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz caiu para os níveis mais baixos desde maio, aumentando o receio de interrupções prolongadas no abastecimento mundial. O estreito é uma das principais rotas de exportação de petróleo e gás do planeta, e a queda no fluxo elevou as cotações: o Brent chegou a cerca de US$ 98 por barril nesta segunda-feira, 7.
Principais informações
- EUA atacaram três navios-tanque iranianos no fim de semana.
- Ação foi autorizada por Trump após mísseis da Guarda Revolucionária contra navios americanos.
- Centcom diz que duas embarcações foram inutilizadas e uma destruída.
- Irã promete resposta 'mais rápida, mais pesada e mais dolorosa' a novos ataques.
- Queda no tráfego do Estreito de Ormuz elevou o Brent para perto de US$ 98.

