Falha de rádio em Washington provoca aproximação perigosa entre helicóptero de Trump e jato da Embraer

Em 4 de agosto, uma falha de rádio em Washington provocou uma aproximação perigosa entre o helicóptero que transportava o presidente dos EUA, Donald Trump, e um jato comercial da Embraer. O incidente é investigado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB).
A tripulação do helicóptero presidencial tentou duas vezes comunicar a decolagem à torre de controle, mas o sinal foi bloqueado por prédios e obras no entorno do parque The Ellipse. O local foi usado porque reformas no Palácio Presidencial impediam a operação habitual.
Sem receber o alerta, os controladores autorizaram a decolagem do jato da Embraer, colocando as duas aeronaves em rota de proximidade nos céus da capital americana.
A distância mínima entre elas chegou a 1,5 quilômetro na horizontal e 210 metros na vertical, abaixo do limite de segurança de 2,7 quilômetros de afastamento lateral. Alarmes de bordo do avião comercial detectaram a presença do helicóptero, mas a tripulação manteve a rota, sem manobras emergenciais. Todos desembarcaram sem ferimentos.
O NTSB notificou a Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a apuração. A FAB acompanha o processo por meio do Cenipa, centro especializado em ocorrências com aeronaves projetadas no Brasil.
Após o incidente, técnicos da autoridade de aviação dos EUA reposicionaram a antena de comunicação no aeroporto. Testes posteriores confirmaram a correção do ponto cego.
Principais informações
- Incidente ocorreu em 4 de agosto em Washington, na decolagem do helicóptero presidencial.
- Falha de rádio impediu aviso à torre; jato da Embraer foi autorizado a decolar.
- Aeronaves ficaram a 1,5 km na horizontal e 210 m na vertical, abaixo do mínimo.
- NTSB investiga e notificou a FAB; Cenipa acompanha o caso.
- Antena foi reposicionada e ponto cego corrigido.

