Caiado chama Lula de ‘pai do lobby’ e o desafia para o segundo turno

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em publicação no X nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026. Na mensagem, Caiado disse que Lula passou de 'pai dos pobres' a 'pai do lobby' e afirmou que espera enfrentá-lo no segundo turno da eleição.
O candidato cobrou que o petista prove que não tem culpa em relação a polêmicas que envolvem seu nome, o filho e integrantes da equipe presidencial. A declaração questiona a imagem construída por Lula ao longo da trajetória política e sugere perda de credibilidade entre parte do eleitorado.
As críticas ocorrem em meio às investigações contra a lobista Roberta Luchsinger, alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de tráfico de influência. O caso ganhou repercussão depois que Lula, em sabatina na TV Globo, disse nunca ter conhecido a lobista.
Luchsinger publicou no Instagram ao menos duas fotos ao lado do presidente em 2023. A Polícia Federal encontrou no celular dela mensagens que indicam que a lobista relatava ter recebido convite de Lula para integrar o governo. As investigações mencionam ainda Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Na sabatina, Lula afirmou que 'nunca viu e nem sabe quem é essa mulher'. Caiado ainda escreveu: 'O discurso do pai dos pobres não cola mais, Lula virou o pai do lobby. Vai ter que provar que não tem culpa de tantas polêmicas envolvendo seu nome, do filho e da equipe. A máscara tá caindo, Lula. Te espero no 2º turno!'
Principais informações
- Caiado declarou no X que Lula deixou de ser 'pai dos pobres' para ser 'pai do lobby'.
- O candidato pediu que Lula comprove inocência em polêmicas que citam seu nome, o filho e a equipe presidencial.
- A lobista Roberta Luchsinger é investigada em dois inquéritos no STF por tráfico de influência.
- Lula negou conhecer Luchsinger, mas fotos de 2023 e mensagens obtidas pela PF contrariam a negativa.
- Caiado disse esperar um confronto com o presidente no segundo turno.

