Recuperação extrajudicial da Braskem derruba ações e tira empresa de índices da B3

Recuperação extrajudicial da Braskem derruba ações e tira empresa de índices da B3

As ações da Braskem fecharam em forte queda na segunda-feira, 24, após o conselho de administração da petroquímica aprovar o pedido de recuperação extrajudicial. O objetivo é reestruturar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras, equivalentes a cerca de R$ 57 bilhões.

O papel preferencial BRKM5 encerrou o pregão cotado a R$ 4,73, com recuo de 6,71%. Durante a sessão, a queda superou 6%.

A recuperação extrajudicial terá alcance exclusivamente financeiro. Segundo a companhia, dívidas com fornecedores, clientes e outras partes relacionadas ficam de fora do processo e continuarão sendo pagas normalmente, conforme os contratos.

A Braskem vinha negociando a reestruturação financeira havia meses. A empresa enfrentava margens pressionadas no setor petroquímico, alto endividamento, redução da geração de caixa e despesas relacionadas ao afundamento do solo em Maceió, associado à exploração de sal-gema.

No primeiro semestre de 2026, a companhia consumiu R$ 6,6 bilhões de seu caixa. Ao final de junho, tinha R$ 3,9 bilhões disponíveis, contra R$ 10,5 bilhões no encerramento de 2025. O ritmo acelerado de consumo de caixa era uma das principais preocupações de analistas.

O pedido também afetará a presença da empresa no mercado acionário. A B3 anunciou que as ações BRKM3 e BRKM5 serão excluídas de vários índices, incluindo Ibovespa, IBrX-50 e Small Caps, após o fechamento do pregão da terça-feira, 25.

A Braskem terá 90 dias de proteção para negociar o plano de reestruturação com seus credores. A aprovação dependerá da adesão de mais de 50% dos credores em cada classe de dívida.

Principais informações

  • Conselho da Braskem aprova pedido de recuperação extrajudicial.
  • Medida busca reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras.
  • Ações BRKM5 caem 6,71% e fecham a R$ 4,73.
  • B3 exclui BRKM3 e BRKM5 de índices como Ibovespa e IBrX-50.
  • Empresa terá 90 dias para negociar plano com credores.

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