Tensão entre André Mendonça e cúpula da PF deve se agravar nos próximos dias

A relação entre o ministro do STF André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, está em franca deterioração, e a previsão é de que a tensão aumente ainda mais nos próximos dias.
Uma tentativa de apaziguamento conduzida pelo ministro da Justiça, Jorge Messias, não surtiu efeito. Há cerca de três semanas, Messias se reuniu com Mendonça e Wellington Lima e Silva, e ficou acertado que ele procuraria Rodrigues para negociar um armistício.
A conversa, no entanto, nunca ocorreu. O ambiente, em vez de esfriar, escalou: Mendonça continua irritado com a falta de respostas da PF a pedidos feitos nos últimos meses, incluindo relatórios dos inquéritos do Banco Master e do INSS, dos quais é relator no STF.
A avaliação é de que a temperatura volte a subir nos próximos dias. Sem diálogo efetivo e com demandas não atendidas, o caso pode se transformar em um conflito institucional entre o Judiciário e a cúpula da segurança pública federal.
Principais informações
- Relação entre André Mendonça e Andrei Rodrigues segue em deterioração.
- Mediação de Jorge Messias não resultou em conversa com o diretor da PF.
- Mendonça cobra respostas da PF sobre inquéritos do Banco Master e do INSS.
- Expectativa é de nova escalada do impasse entre Judiciário e PF.

