Colunista da Revista Oeste diz que prefere cultura à política e que votará na direita

Em artigo intitulado "Políticos passam, a cultura fica", publicado na seção de Política da Revista Oeste, o autor afirma que passou a dar mais atenção à cultura e à literatura do que à disputa eleitoral. No texto, ele diz que votará em candidatos de direita, mas que não pretende fazer da política partidária sua militância.
O autor lembra que, nas últimas três eleições, ficou conhecido por análises ácidas de viés conservador em veículos como Gazeta do Povo, Jovem Pan e Instituto Liberal. Segundo ele, muitos leitores passaram a cobrar posicionamentos sobre o pleito, o que o levou a explicar por que reduziu os comentários políticos.
No artigo, o colunista critica candidatos de esquerda. Cita o rapper e historiador Hertz Dias (PSTU), que defenderia estatizar o sistema bancário e expropriar bens dos ricos; a dentista Samara Martins (UP), com propostas de estatização do transporte público, controle de preços de alimentos e socialização de grandes empresas; e o veterinário Wilson Grassi (Democrata), que quer levar o projeto "Meu Botox, Minha Vida" ao SUS.
Ele também menciona declaração do ex-presidente Lula, que teria afirmado que o quarto mandato "será para mudar" o Brasil, e cita a volta de Zé Dirceu. Para o autor, o país vive o "inacreditável" e uma espécie de cegueira coletiva.
O texto diz que o país tem um presidente que, em troca de votos, promete picanha ao eleitorado, como capitães do século 19 prometiam farinha e carne de porco aos miseráveis do sertão. O autor considera que a política nacional atual não merece seu tempo nem seu esforço.
O colunista se declara conservador e diz que não precisa fingir isenção, pois votar na esquerda não é uma opção para ele. Ele afirma que grande parte dos brasileiros se conforma em permanecer em uma "caverna montada pela esquerda desde os anos 1990".
Na avaliação dele, a insistência no apoio a Lula, depois do que classifica como "achincalhe público" na década passada, mostra que o país dá mais atenção "aos empalhados do que aos vivos". Ele defende que a mudança real não virá da política partidária e que o envolvimento com ela deve ser pragmático, sem paixão.
Como alternativa, o autor diz preferir atividades como ler bons livros, ensinar o filho, tentar fazer o enteado torcer para o São Paulo e obedecer à esposa. Para ele, é na cultura, na família e na religião que se forma o caráter dos indivíduos.
O colunista argumenta que a direita negligenciou esses espaços e que a esquerda os ocupou, o que teria resultado em socialistas no poder, imprensa tomada por militantes e universidades transformadas em instrumentos de ideólogos.
O artigo termina com a afirmação de que o autor votará na direita, mas que, logo depois de confirmar o voto, voltará aos livros, à casa e à paróquia. Ele diz que sua militância hoje está na cultura ocidental, na fé cristã e no casamento.
O texto foi publicado originalmente no site da Revista Oeste e a publicação também indica a reportagem "Os esquecidos do 8 de janeiro", da Edição 336.
Principais informações
- Colunista da Revista Oeste afirma que prefere cultura e literatura à política partidária.
- Autor critica candidatos Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).
- Ele menciona fala de Lula sobre quarto mandato e a volta de Zé Dirceu.
- Diz que votará na direita, mas que pretende voltar aos livros, à casa e à paróquia.
- Texto defende que a direita negligenciou cultura e família, permitindo avanço da esquerda.

