Moraes ameaça cassar candidatos que usarem IA para desinformação nas eleições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 21, que candidatos que usarem inteligência artificial (IA) para disseminar desinformação na reta final das eleições deste ano podem ter o registro ou o mandato cassados. A declaração foi dada durante o evento “Voto e democracia no Brasil”, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no centro da capital paulista.
“Todos os candidatos têm de ter absoluta consciência que, se, na véspera, quiserem utilizar os mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação”, disse o ministro.
Moraes acrescentou que o Brasil subestimou a atuação de extremistas nas redes sociais e que as pessoas sofreram “lavagem cerebral” em virtude da disseminação de desinformação.
A ministra Cármen Lúcia, eleita na terça-feira, 18, presidente da Primeira Turma do STF, também participou do evento e seguiu a mesma linha de Moraes. Ela mencionou a Lei da Anistia, sancionada em 1979 pelo então presidente João Baptista Figueiredo, durante o regime militar. A norma concedeu anistia a pessoas que haviam cometido crimes políticos ou conexos entre 1961 e 1979.
“A gente lutava pelo que a gente queria. Primeiro, por anistia ampla, geral e irrestrita. Veio uma anistia capenga, mas foi o que a minha geração pôde pagar para ter nossos amigos e parceiros em casa, saindo das prisões e voltando do exílio”, afirmou Cármen Lúcia.
Principais informações
- Moraes ameaçou cassação de registro ou mandato para candidatos que usarem IA para desinformação.
- Declaração foi na sexta-feira, 21, durante evento na USP.
- Ministro disse que Brasil subestimou atuação de extremistas e que houve “lavagem cerebral”.
- Cármen Lúcia participou do evento e citou a Lei da Anistia de 1979.
- Cármen Lúcia foi eleita presidente da Primeira Turma do STF na terça-feira, 18.

