Alcolumbre assina despacho que inicia tramitação da PEC 6×1 no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou na terça-feira (18) o despacho que abre o trâmite da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada 6×1. A assinatura veio depois de três encontros com o presidente Lula, que selaram a reaproximação entre os dois.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o governo trabalha para que a votação ocorra na primeira semana de setembro, antes das eleições de outubro. A proposta é uma das principais apostas da campanha de Lula.
Na Câmara, a PEC passou no fim de maio com 472 votos na primeira rodada e 461 na segunda. O Congresso parou em função da campanha eleitoral e agora os parlamentares devem concentrar as votações em uma semana entre o fim de agosto e o início de setembro.
O Palácio do Planalto quer que o presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), seja o relator. Omar Aziz (PSD-AM), outro nome da base aliada, também é cotado. A ideia é ter um aliado de centro relatando o texto, para evitar alterações que devolveriam a matéria à Câmara.
Otto Alencar afirma que é improvável a votação já na próxima semana de esforço concentrado. Omar Aziz, que disputa o governo do Amazonas, diz que ainda não falou com Alcolumbre sobre o assunto.
Entidades do empresariado já se mobilizam para tentar barrar a aprovação antes do pleito. Elas citam o constrangimento de senadores que votarem contra a proposta em ano eleitoral. Alcolumbre recebeu associações de indústria, comércio e serviços antes do recesso e teria prometido uma tramitação regular, sem atalhos.
A base do governo aposta na retomada do diálogo entre Lula e Alcolumbre. Nesta semana, eles se encontraram no Amapá e trocaram elogios públicos na visita de Lula a um navio-sonda da Petrobras.
Principais informações
- Alcolumbre assina despacho que inicia tramitação da PEC 6×1 após se reaproximar de Lula.
- Governo quer votar a proposta na primeira semana de setembro.
- PEC foi aprovada na Câmara com 472 votos na primeira votação e 461 na segunda.
- Planalto articula relatoria com aliados na CCJ para evitar alterações no texto.
- Empresários pressionam para impedir a aprovação antes das eleições.

