Rubio nega que EUA tenham facilitado a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado, 31, que o governo norte-americano tenha facilitado a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Em coletiva durante as reuniões pré-G20 em Atlanta, Rubio afirmou: "Não facilitamos nada".
Segundo o secretário, os EUA souberam que Flávio chegaria ao país, que ele possuía visto e que o presidente Donald Trump decidiu autorizar a entrada. Rubio acrescentou que Washington não participou dos arranjos feitos pelo senador para deixar o território brasileiro e que o governo americano não está envolvido diretamente em nenhum de seus deslocamentos.
O que Rubio confirmou foi a autorização de Trump para a entrada do senador, relatada por ele como o que de fato ocorreu. O ingresso foi permitido com base no parole, mecanismo migratório que concede entrada temporária e não equivale a asilo nem a residência permanente.
Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira, 28, três dias após a derrota nas eleições presidenciais brasileiras.
Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal atribuem ao estrategista político norte-americano Jason Miller a ajuda na organização do avião particular que levou o senador aos Estados Unidos. Miller é assessor de comunicação de Trump na condição de funcionário especial do governo federal.
Miller participou das duas campanhas presidenciais de Trump e mantém uma relação antiga com a família Bolsonaro. Em agosto, retornou à Casa Branca para assessorar a campanha dos republicanos nas eleições legislativas.
De acordo com o Wall Street Journal, Miller, em contato com Eduardo Bolsonaro, arranjou um jato particular para levar Flávio da Argentina à Flórida. O New York Times relatou que o assessor organizou a aeronave e auxiliou na logística da viagem. Questionado pelo jornal, Miller não respondeu.
Principais informações
- Rubio negou envolvimento dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
- O secretário confirmou que Trump autorizou a entrada do senador, que tinha visto.
- A entrada foi concedida por meio do parole, que permite permanência temporária.
- Flávio chegou a Miami em 28, três dias após a derrota nas eleições presidenciais.
- NYT e WSJ atribuem a Jason Miller a organização do jato particular.

