Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro de 2026, aponta Banco Central

Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro de 2026, aponta Banco Central

As estatais federais registraram déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29. É o pior resultado para os nove primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 2002.

O rombo acumulado no período parcial já é maior do que qualquer déficit anual fechado da série. Em 2024, as estatais encerraram o ano com resultado negativo de R$ 6,73 bilhões. Até então, o maior déficit registrado para os nove primeiros meses havia sido o de 2025, de R$ 6,3 bilhões.

Os Correios aparecem como um dos principais fatores de pressão sobre as contas das empresas públicas. A estatal soma 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e terminou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

O próprio governo federal reconhece a continuidade do cenário negativo. No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviado ao Congresso em abril, a gestão federal admitiu que as estatais devem seguir no vermelho até 2030.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, também identificou deterioração financeira em parte relevante dessas empresas, o que amplia os riscos para o Tesouro Nacional.

O levantamento do Banco Central inclui companhias como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras públicas ficam fora do cálculo.

Principais informações

  • Déficit das estatais federais chegou a R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro de 2026
  • É o pior resultado para os nove primeiros meses desde o início da série histórica, em 2002
  • O rombo parcial supera o maior déficit anual fechado, de R$ 6,73 bilhões em 2024
  • Correios acumulam 15 trimestres seguidos de resultado negativo e prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026
  • Governo prevê estatais no vermelho até 2030, segundo a LDO de 2027 enviada ao Congresso

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