Polícia Civil investiga briga entre pai e filho por supostos maus-tratos a cachorro em Presidente Epitácio

A Polícia Civil investiga um caso de lesão corporal envolvendo pai e filho na Rua Venceslau Brás, na região central de Presidente Epitácio (SP). O idoso, de 63 anos, atirou contra o rapaz, de 20 anos, durante uma discussão que teria sido motivada por supostos maus-tratos ao cachorro da família no último domingo (25). As informações foram divulgadas pela corporação nesta terça-feira (27).
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo e, no local, encontrou pai e filho. O rapaz estava caído no chão, com ferimento por projétil de arma de fogo na perna esquerda. Os dois foram atendidos na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Epitácio, e o pai foi depois conduzido à Delegacia da Polícia Civil para as medidas de polícia judiciária cabíveis. O rapaz teve o estado de saúde considerado estável e já recebeu alta hospitalar.
Segundo o relato colhido pelos policiais, o desentendimento começou quando o filho tentou desferir um tapa no cachorro da família, alegando que o animal estava agitado. Ao repreender a conduta do rapaz, o idoso teria sido ameaçado por ele, que afirmou que também o agrediria caso a repreensão continuasse.
Na sequência, o rapaz arremessou um copo de vidro na direção do pai, sem atingi-lo, e foi até os fundos da casa, onde pegou uma enxada e passou a golpear objetos da residência. Diante da situação, o pai disse aos policiais que se muniu de um revólver de calibre 357, regularmente registrado e mantido na casa.
O rapaz ainda arremessou uma garrafa de vidro contra o idoso. Apesar de o pai ter fechado a grade de acesso aos fundos do imóvel, ele acabou atingido por estilhaços, sofrendo lesões na orelha, no ombro e no antebraço. Em razão da agressão, ele efetuou um disparo para o alto, afirmando que a intenção era cessar as hostilidades e dissuadir o filho.
Mesmo após o disparo de advertência, o rapaz prosseguiu com comportamento agressivo, danificando uma caminhonete estacionada na garagem e, em seguida, quebrando o vidro de outro veículo do pai que estava em frente à residência. O pai saiu de casa e determinou que o filho parasse, mas o rapaz se recusou, disse que pretendia agredi-lo e avançou em sua direção.
Ainda conforme a versão apresentada pelo pai, ele advertiu que efetuaria um disparo caso a agressão persistisse. Como o rapaz continuou avançando, foi feito o disparo que o atingiu na perna esquerda. Depois dos fatos, o idoso pediu a um vizinho que acionasse a Polícia Militar e o serviço de atendimento médico.
A Polícia Civil apreendeu outros armamentos do pai que estavam na residência: um revólver de calibre 375, uma pistola de calibre 9x19mm e uma carabina de calibre 22, todos regularmente registrados no órgão competente.
De acordo com a corporação, o pai não foi preso. Pelos elementos apontados em sede preliminar, o delegado decidiu pelo registro circunstanciado da ocorrência, já que o contexto dos fatos indicava a presença de legítima defesa. O caso foi registrado como crime de lesão corporal qualificada e crime de disparo de arma de fogo com possível legítima defesa.
A Polícia Civil requisitou exame pericial ao Instituto de Criminalística no local dos fatos e fez diligências para coleta de elementos de interesse para as investigações, quando localizou e identificou uma testemunha, conduzida para prestar depoimento. Também foi requisitado exame de corpo de delito. As investigações seguem em andamento em inquérito policial, com coleta de provas periciais e testemunhais para apurar todas as circunstâncias.
Principais informações
- Pai de 63 anos atirou contra o filho de 20 durante discussão em Presidente Epitácio (SP), no domingo (25)
- Discussão teria sido motivada por suposta agressão do rapaz ao cachorro da família
- Rapaz foi atingido na perna esquerda, passou por atendimento e já recebeu alta hospitalar
- Pai sofreu ferimentos por estilhaços de garrafa na orelha, ombro e antebraço
- Ocorrência foi registrada como lesão corporal qualificada e disparo de arma de fogo com possível legítima defesa; investigação prossegue em inquérito

