Beto Leite é eleito prefeito de Martinópolis e promete tapa-buraco emergencial e renegociação de dívidas de água

Humberto Emmanuel Schmidt Oliveira (União Brasil), conhecido como Beto Leite, foi eleito prefeito de Martinópolis (SP) na eleição suplementar realizada neste domingo (25), com 59,09% dos votos. Ele afirmou que vai começar a gestão com uma operação emergencial de tapa-buracos e com medidas para renegociar os débitos de água dos moradores.
A nova votação foi convocada depois da cassação, em março deste ano, dos mandatos do prefeito Valdeci Soares dos Santos Filho (Republicanos) e do vice-prefeito Marcos Rogério Matarazo (Podemos), eleitos em 2024. A defesa dos representantes recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negou os recursos em junho.
Desde então, o presidente da Câmara Municipal, Gabriel Valões Santos (MDB), respondia pelo Executivo. Ele disputou a eleição suplementar, mas não obteve votos suficientes para se eleger.
A diplomação de Beto Leite e da vice-prefeita eleita, Fernanda Xavier Passos Crepaldi (União Brasil), está prevista para 19 de novembro, e a posse deve ocorrer em 26 de novembro, segundo o Cartório Eleitoral.
Em entrevista à TV TEM, o prefeito eleito apontou a infraestrutura como uma das prioridades da administração. A primeira providência para o asfalto será uma operação emergencial de tapa-buracos; na sequência, a prefeitura pretende montar um plano para captar recursos estaduais e federais e viabilizar obras de maior porte ao longo dos próximos dois anos.
Os problemas nas vias se agravaram após as chuvas do início deste ano e já provocaram acidentes, como o de um carro que ficou com a roda presa em uma cratera nas proximidades de uma escola estadual.
Outro ponto citado é a obra da Rua José Teodoro. Em setembro, moradores pediram uma avaliação das condições de segurança do local, que tinha trechos com asfalto rompido, barro, água acumulada e materiais soltos perto dos acessos de imóveis. A prefeitura havia informado previsão de conclusão em 90 dias.
Beto Leite disse que pretende reorganizar a estrutura administrativa e o maquinário disponível para atender às demandas e afirmou que a Rua José Teodoro e a estação de tratamento do município serão tratadas como prioridade. Ele reconheceu que o orçamento municipal é limitado e apontou a reorganização da frota e dos equipamentos públicos como parte das medidas necessárias.
Na área da água, a inadimplência ultrapassou R$ 16 milhões. A prefeitura também registrou boletins de ocorrência por violações de cavaletes, equipamentos usados para medir o consumo, o que levantou suspeitas de ligações clandestinas conhecidas como gatos.
O prefeito eleito pretende discutir com a Câmara Municipal uma proposta para facilitar a regularização dos débitos, com exclusão dos juros de correção para quem pagar. Segundo ele, a medida ajudaria a retomar a arrecadação e a manter os moradores em dia.
Antes da posse, Beto Leite afirmou que vai iniciar conversas com os diferentes setores da prefeitura para organizar a transição administrativa, com prioridade para a estrutura de trabalho dos servidores e a reorganização dos equipamentos municipais.
Em Narandiba, os eleitores também voltaram às urnas no mesmo domingo para definir o prefeito até 2028. Cláudio Damacena foi o candidato mais votado na cidade.
Principais informações
- Beto Leite (União Brasil) venceu a eleição suplementar de Martinópolis com 59,09% dos votos
- A votação foi convocada após a cassação do prefeito e do vice eleitos em 2024, confirmada pelo TRE-SP em junho
- O prefeito eleito promete tapa-buraco emergencial e plano para buscar recursos estaduais e federais
- A inadimplência nas contas de água ultrapassou R$ 16 milhões, e ele quer excluir juros de correção para quem pagar
- Diplomação está prevista para 19 de novembro e a posse para 26 de novembro

