Advogado da Rumble questiona atuação de Zanin em pedido sobre horário de votação

O advogado Martin de Luca, que representa a plataforma Rumble, publicou no X uma série de questionamentos sobre a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, em um pedido atribuído ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionado ao horário de votação. As afirmações são do próprio advogado e foram feitas em postagem na rede social.
Segundo De Luca, Lula recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para solicitar a prorrogação do período de votação por duas horas, alegando problemas no transporte público. Em seguida, ainda conforme o relato do advogado, o presidente teria acionado Zanin para obter uma decisão do STF antes de uma deliberação do tribunal eleitoral.
Na publicação, De Luca criticou a iniciativa e questionou a rapidez com que o ministro teria atendido ao pedido. Ele também lembrou que Zanin foi advogado de Lula nos processos relacionados à Operação Lava Jato antes de ser indicado pelo presidente para uma vaga no STF, em 2023.
O advogado levantou dúvidas sobre a imparcialidade da decisão e indagou se as circunstâncias poderiam comprometer o reconhecimento internacional do resultado eleitoral como expressão de uma disputa livre e justa.
De Luca também comparou o cenário brasileiro ao da Venezuela, ao questionar se Lula estaria disposto a seguir um caminho semelhante ao do regime de Nicolás Maduro.
A postagem não apresenta documentos ou detalhes adicionais sobre o pedido mencionado, e o material recebido não inclui manifestações do STF, do TSE, do Palácio do Planalto ou do próprio Zanin sobre as alegações.
Principais informações
- Martin de Luca, advogado da Rumble, fez os questionamentos em publicação no X
- Segundo ele, Lula pediu ao TSE prorrogação de duas horas na votação, alegando problemas no transporte público
- O advogado afirma que o presidente teria acionado Zanin para obter decisão do STF antes do tribunal eleitoral
- De Luca lembrou que Zanin foi advogado de Lula na Lava Jato antes de ser indicado ao STF em 2023
- Ele comparou o cenário brasileiro ao da Venezuela e questionou a imparcialidade da decisão

