Ministro do TSE veta que Nunes Marques suspenda canal ‘Exército do Lula’ sem decisão do plenário

Ministro do TSE veta que Nunes Marques suspenda canal 'Exército do Lula' sem decisão do plenário

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu o presidente da corte, Nunes Marques, de suspender ou restringir o alcance do canal de WhatsApp "Exército do Lula" sem uma decisão do plenário. A medida atende a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão, Floriano vedou qualquer medida que envolva "suspensão, a indisponibilização, a restrição de alcance ou de funcionalidade" do canal.

O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne 9,6 milhões de seguidores. Na quinta-feira, Nunes Marques pediu informações à Meta sobre possíveis irregularidades no grupo. O presidente do TSE já havia suspendido o canal em outras duas oportunidades.

Este é o terceiro processo no TSE envolvendo o grupo. Também tramitam uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije), sob relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e um procedimento administrativo, com Nunes Marques.

Para Floriano de Azevedo, a competência para decidir sobre o caso é de Cueva, que já pediu uma análise do plenário. "A partir do momento em que afetada a matéria ao Colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente as de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", afirmou o ministro.

O advogado Angelo Ferraro, coordenador jurídico da campanha, comemorou a decisão. "A decisão restabelece uma premissa básica do Estado de Direito: restrições à manifestação política só podem vir de um juiz competente, em processo com contraditório. Seguimos confiando no Plenário do TSE", declarou.

Principais informações

  • Floriano de Azevedo Marques vetou restrições ao canal "Exército do Lula" sem aval do plenário do TSE
  • A decisão atende a pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
  • O canal foi criado pelo deputado federal André Janones e tem 9,6 milhões de seguidores
  • Nunes Marques havia pedido informações à Meta e já suspendera o canal duas vezes
  • O ministro afirma que a competência para o caso é de Ricardo Villas Bôas Cueva

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *