Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de novas acusações de tortura nos EUA

Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de novas acusações de tortura nos EUA

Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua mulher, Cilia Flores, de 69, se declararam inocentes nesta quinta-feira, 15, das novas acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. As declarações foram feitas diante do juiz federal Alvin Hellerstein, em um tribunal de Manhattan, em Nova York.

Os promotores do Distrito Sul de Nova York sustentam que o casal conspirou para torturar opositores políticos e para se manter no controle do poder na Venezuela. As novas imputações foram formalizadas em 8 de outubro e ampliaram o processo criminal que já tramitava contra os dois, que também respondem a acusações ligadas ao narcotráfico.

Segundo a acusação, Maduro orientou integrantes do governo a torturar adversários políticos e militares suspeitos de conspirar contra sua liderança. A prática teria como objetivo intimidar dissidentes e preservar o poder.

Um dos episódios descritos na denúncia teria ocorrido em 2014, quando Maduro teria ordenado o sequestro de militares para obter informações sobre possíveis opositores. Diante da resistência de alguns deles, ele teria instruído os responsáveis a intensificar a pressão. Os promotores afirmam que Cilia participou da reunião e rejeitou uma alternativa que previa infiltrar agentes entre os suspeitos.

A denúncia não afirma que Maduro e Cilia tenham executado pessoalmente os atos de tortura, e ambos negam as acusações. O documento ainda precisa passar por análise judicial.

Militares norte-americanos capturaram o casal em Caracas em janeiro, durante uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump. Desde então, os dois permanecem detidos no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn.

Caso sejam condenados por todos os crimes, Maduro e Cilia poderão enfrentar pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. O julgamento está previsto para 1º de junho de 2027.

Principais informações

  • Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes das novas acusações em tribunal de Manhattan, em Nova York
  • Promotores dos EUA dizem que o casal conspirou para torturar opositores e manter o controle do poder na Venezuela
  • As novas imputações foram formalizadas em 8 de outubro e ampliaram o processo, que já incluía acusações de narcotráfico
  • A dupla foi capturada em Caracas em janeiro, em operação ordenada por Donald Trump, e está detida no Brooklyn
  • Se condenados por todos os crimes, podem enfrentar pena mínima obrigatória de 50 anos, com julgamento previsto para 1º de junho de 2027

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