TSE restabelece canal Exército do Lula após Cueva reverter decisão de Kassio Nunes Marques

TSE restabelece canal Exército do Lula após Cueva reverter decisão de Kassio Nunes Marques

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a ordem do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e liberou o canal “Exército do Lula”.

Para Cueva, as provas existentes até o momento não bastam para manter o grupo de WhatsApp fora do ar. O caso será analisado pelo plenário do TSE, e a liberação vale de forma provisória, podendo ser revista se novos elementos aparecerem.

A ordem para tirar o canal do ar partiu de Nunes Marques e atendia a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A campanha alega que o canal espalha informações falsas e organiza ataques contra o senador.

O grupo é administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). Depois do primeiro turno, o deputado passou de 3,3 milhões de seguidores.

Com a decisão, o canal pode voltar a publicar e a ganhar seguidores enquanto o plenário do TSE não decide o caso.

Cueva afirmou que a mesma medida já tinha passado pela Corregedoria e que não havia elementos probatórios suficientes para justificar uma restrição tão ampla. Ele determinou a retomada provisória até deliberação do Plenário e disse que a decisão pode ser reavaliada se surgirem provas que peçam providências mais restritivas.

A determinação de Nunes Marques ocorreu menos de 24 horas antes, em outro processo administrativo.

No sábado, 10, Cueva já havia estipulado prazo para que Lula e Janones se manifestassem em outra ação de Flávio contra o canal. O ministro também pediu esclarecimentos à campanha do senador.

Nunes Marques justificou a suspensão dizendo que o grupo divulgava conteúdos que a Justiça Eleitoral já classificava como falsos. Entre as alegações citadas estavam supostas ligações de Flávio com milícias e a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Principais informações

  • Cueva, do TSE, reverteu decisão de Kassio Nunes Marques e liberou o canal “Exército do Lula”.
  • Ministro considerou insuficientes as provas para manter o grupo de WhatsApp fora do ar.
  • Caso será levado ao plenário do TSE; liberação é provisória.
  • Canal é administrado por André Janones (Rede-MG), que passou de 3,3 milhões de seguidores após o primeiro turno.
  • Suspensão havia sido pedida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de espalhar informações falsas e ataques.

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