PF encontra no celular de Vorcaro convite e assento reservado em homenagem a Lula em Paris

Dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pela Polícia Federal, mostram que ele foi convidado de um evento em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado em junho de 2025, em Paris, na França. Ele não compareceu à solenidade.
Uma imagem enviada a Vorcaro pelo advogado Walfrido Warde e obtida pelo portal Metrópoles mostra o assento reservado a ele, identificado com uma placa com o nome do empresário.
Na cerimônia, Lula recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Paris.
Dois dias antes do evento, conforme as conversas divulgadas, banqueiro e advogado avaliaram que aquele não era o melhor momento para um encontro com o petista. Concluíram que seria mais produtivo receber Vorcaro em Brasília, longe da correria de uma viagem internacional. Walfrido escreveu que valia mais encontrar o presidente na semana seguinte, na capital federal, e explicou que o atendimento ali seria mais tranquilo. Vorcaro respondeu que estava ótimo, e o advogado ficou de marcar.
Walfrido Warde atuava na defesa do banqueiro à época. Ele deixou o cliente em janeiro deste ano, após divergências estratégicas, entre elas a produção de uma delação premiada, à qual era contrário. A delação foi rejeitada duas vezes pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Warde também defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Principais informações
- PF encontrou no celular de Daniel Vorcaro dados sobre convite para evento em homenagem a Lula em Paris, em junho de 2025
- Imagem enviada pelo advogado Walfrido Warde mostrava assento com o nome do banqueiro
- Vorcaro não compareceu à cerimônia, na qual Lula recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Paris
- Mensagens mostram que banqueiro e advogado preferiram um encontro em Brasília, na semana seguinte
- Warde deixou a defesa de Vorcaro em janeiro deste ano após divergências, entre elas a delação premiada, rejeitada duas vezes pela PF e pela PGR

