Prática em ILPF é feita em propriedade de criação de gado

Especialização no sistema lavoura-pecuária-floresta está sendo ofertada em Presidente Prudente e Campo Grande

Foto: João Paulo Barbosa

Aula prática da Especialização Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

Atividade prática do módulo de gestão da especialização no sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ocorreu neste sábado (15) pelo terceiro ano consecutivo na fazenda São Manoel, no distrito de Nova Pátria. Foi mais um momento de reafirmação da qualidade do ensino ofertado há 6 anos pela pós-graduação na Unoeste e agora também em Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul.

Pela manhã foi feito o levantamento de dados junto ao proprietário Edison Poyato que também participou das discussões ocorridas no período da tarde na Fazenda Experimental da universidade, no município de Presidente Bernardes, bem próxima da propriedade visitada. Participantes disseram que foi um dia muito proveitoso, de aplicação da teoria na prática.

Alunos da 13º turma da especialização trabalharam o diagnóstico da propriedade de criação de gado, que em geral é sobre uso de solo, situação da pastagem, situação dos talhões e áreas produtivas e de floresta, o rebanho com suas características produtivas e raciais, infraestrutura, instalações pecuárias, moradia de funcionários e parque de máquinas e implementos.

O levantamento financeiro compreendeu o histórico de faturamento da propriedade, incluindo custeio, investimentos e fluxo caixa. ”O propósito é saber como a fazenda está produzindo, qual o resultado financeiro e de produção tem gerado, qual o rendimento geral por hectare/ano, respeitando um propósito de metas sustentáveis de longo prazo”, disse o professor Luciano Araújo.

Na visita in loco os alunos da pós tiveram a oportunidade de utilizar o conhecimento teórico e conceitual para apurar os dados e desfazer dúvidas. O coordenador do curso, Dr. Edemar Moro, explicou que a ILPF requer um dimensionamento adequado da propriedade, visando possível expansão do gado que na pecuária de corte pode ser cria, recria e engorda; apenas uma ou duas destas três categorias.

Para tratar de toda essa complexidade, a Unoeste está aliando a produção do conhecimento que desenvolve nas pesquisas, incluindo dados obtidos em extensão, com o know how (o saber como fazer) presente na rotina dos 21 anos da Terra Desenvolvimento Agropecuário, com escritórios na capital sul-mato-grossense e em Maringá (PR), de onde vem Araújo.

Em Campo Grande a pós tem a dimensão da Gestão Integrada Lavoura-Pecuária, com o objetivo de capacitar o aluno para aplicar metodologias e ferramentas visando aproveitar ao máximo os benefícios do sistema. Os professores estão habituados à vivência em propriedades e na aplicação prática de métodos e técnicas para obtenção de alguns referenciais.

Os dados são dos indicadores de processos de gestão de pessoas, das finanças, dos produtos e de contratos que permitem trabalhar com a visão da complexidade que a interação impõe em relação à atividade única. O público-alvo para Campo Grande é formado por proprietários, técnicos e profissionais com formação em ciências agrárias: agronomia, zootecnia e medicina veterinária.

Conforme Araújo, tanto o agricultor pode inserir a pecuária em sua propriedade, quanto o pecuarista em relação à agricultura.  Poyato entende ser mais fácil para o produtor agrícola fazer a integração, em relação ao criador de gado. Moro diz ser essencial que ocorra a separação de renda de cada atividade, para avaliar rentabilidade e, se for o caso, fazer ajustes.

Outro aspecto significativo é definir o percentual de área para cada uma, com o aconselhamento para que na introdução do cultivo de grãos seja 25%, podendo passar a 50% e, com isso, chegar a 100% de pastagem no inverno, o período mais crítico para a pecuária. As safras de grãos são temporárias e deixam como herança para renovação de pastos o ajuste da microbiologia do solo, com o que resta da adubação.

De acordo com Moro, o “pulo do gato” do sistema de integração está exatamente em ter pasto de qualidade no inverno, além de produzir mais e melhor, com aumento da produtividade e da qualidade, principalmente em relação à produção de carne que, pelo sistema tradicional do Brasil, leva em média 3 anos e meio para o abate, sendo que pelo sistema ILPF são menos de 2 anos.

Outro ganho é o de aumentar a taxa de lotação da pastagem. Tradicionalmente a ocupação é de 1 animal por hectare e pela integração são em média 5. Poyato trabalha com recria e engorda e está feliz com os resultados e com a parceria da universidade, pela qual recebe assistência e como retribuição disponibiliza sua fazenda para aulas práticas.

A fazenda de 152 hectares tem 120 de área de produção, mantendo em média 550 cabeças em manejos de pastagens. O aluno Diego Mancini, que vem de Campo Grande e tem as formações de técnico agrícola e administrador de empresas, afirmou ter sido muito proveitosa a aula prática, inclusive por poder traçar um paralelo da propriedade visitada com a propriedade de sua família, onde atua.

Engenheira agrônoma que exerce a função de técnica na empresa Sementes Oeste Paulista (Soesp) em Prudente, Andreza Pereira da Silva comentou que toda aula prática da especialização em ILPF tem sido benéfica. “São aulas trabalhadas com foco, profissionalismo e sempre mostrando cenários atuais e reais para fazer os trabalhos”, pontuou.

“Para mim é muito útil, pois consigo utilizar os ensinamentos na minha atuação profissional. Como muitas vezes temos que indicar qual o melhor sistema integrado ou como começar a fazer; essa última aula ajudou muito saber como levantar os dados e potenciais da fazenda e do proprietário, para indicar com melhor caminho”, afirmou Andreza.

Aline Blasechi – Mtb: 40.055

Gabriela Oliveira – Mtb: 74.037
Gustavo Justino – Mtb: 77.973
Mariana Tavares – Mtb: 59.807
Homéro Ferreira – Mtb: 29.054
João Paulo Barbosa – Mtb: 74.030
 
Assessoria de Imprensa Unoeste
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