Cidade simulada estimula pensamento estratégico na saúde

Alunos de Enfermagem apresentam propostas de solução para problemas detectados em município fictício

Foto: Mariana Tavares

Maquete da cidade Pólis foi apresentada por uma das equipes

Pensar em estratégias de intervenção para melhorar o serviço de saúde de um município é, também, função do enfermeiro. Por exemplo, se a taxa de mortalidade infantil aumentou, é preciso analisar as causas e buscar ações para mudar a realidade. É por isso que o pensamento estratégico já deve ser estimulado e treinado na formação dos futuros profissionais. Podem existir várias soluções para cada problema, e foi com esse intuito que alunos do 7º termo de Enfermagem da Unoeste se empenharam para melhorar a saúde da cidade Pólis – município fictício que simula a realidade dos municípios brasileiros.

Trata-se de um Projeto Aplicativo, elaborado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, utilizado em cursos de pós-graduação para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela primeira vez foi também aplicado em curso de graduação, conforme explica o professor Eduardo Fuzetto Cazanas, coordenador do estágio supervisionado. A apresentação do Projeto Aplicativo, realizado pelos estudantes da Unoeste, ocorreu na noite dessa terça-feira (27). As equipes foram avaliadas por uma banca, composta pelo médico da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Jardim Primavera, Marcel Faria dos Santos, e pelas docentes Maria Nilda Camargo de Barros Barreto e Rosângela Agostini. Os próprios alunos também deram suas notas e a equipe com maior pontuação ganhou o valor de R$ 500.

Uma das professoras envolvidas na atividade, Pamella Cacciari, explica que as equipes receberam o caderno com o perfil da cidade Pólis e com toda a questão da área da saúde, incluindo os problemas. Com base nessa apresentação, os alunos identificaram os pontos que necessitavam de intervenção e fizeram o planejamento de acordo com quatro etapas: momento explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional. “A intenção é aproximar os estudos do planejamento estratégico situacional. Então, foram realizadas oficinas e eles tiveram que fazer um planejamento para intervenção de problemas que identificaram, seguindo as etapas”. Ela conta que a metodologia do projeto aplicativo é a mesma utilizada para a educação permanente no município de Presidente Prudente.

“São alunos que fazem o estágio curricular supervisionado na atenção primária à saúde. O intuito é que eles também tragam o cenário real. E eles trouxeram propostas e ações que acontecem no município e que poderiam dar certo na cidade simulada”, relata a professora. Explica ainda que um dos problemas identificados pelo grupo que ela orientou foi a ausência de pré-natal, que influenciava na taxa de cesárea acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, e a consequência era o aumento da mortalidade infantil e materna. Assim, a equipe pensou o que poderia ser feito, enquanto agentes de saúde, para melhorar a cobertura pré-natal em Pólis.

Para o aluno Mateus Vieira de Lima, 21, foi um desafio, mas ele salienta a evolução que percebeu em sua equipe, conforme cada etapa do planejamento. “A cidade simulada traz problemas comuns do nosso cotidiano. Na ESF, durante o estágio, nos deparamos com situações que também acontecem em Pólis. Um dos fatos que detectamos na cidade simulada foi a participação social, ou seja, os usuários precisam participar mais das políticas do SUS, estar mais presentes nas decisões; o que também acontece na vida real. Tanto na cidade simulada como em Prudente temos o Conselho Municipal de Saúde, que vem trazer essa participação dos usuários”, relatou. 

E a semelhança dos cenários fictício e real também chamou a atenção da estudante Michele Tiemi Leite Ishii. “Desenvolvemos rápido o projeto justamente pela vivência prática que temos no estágio. Sabíamos que não era real, mas estávamos sempre discutindo situações que aprendíamos na prática. Identificamos em Pólis o problema do encaminhamento médico para especialistas, pois quando isso é necessário, existe a demora do atendimento do paciente pelo especialista. Uma das estratégias seria o mutirão para reduzir essa espera, pois como na atenção básica não tem exames de imagem ou laboratorial, por exemplo, um mutirão seria interessante”, destacou.

Aline Blasechi – Mtb: 40.055
Gabriela Oliveira – Mtb: 74.037
Gustavo Justino – Mtb: 77.973
Mariana Tavares – Mtb: 59.807
Homéro Ferreira – Mtb: 29.054
João Paulo Barbosa – Mtb: 74.030
 
Assessoria de Imprensa Unoeste
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