Câmara recebe autoridades para debater regulação de vagas de UTIs

Nessa segunda-feira (27), a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde da Câmara Municipal de Presidente Prudente realizou uma reunião pública no Plenário “Dr. Francisco Lopes Gonçalves Correia” para discutir a regulação das vagas de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e Semi UTIs da cidade. O encontro contou com a presença de vereadores, representantes de órgãos públicos e privados, além da população em geral que pode acompanhar.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Casa de Leis, vereador Enio Perrone, juntamente com o presidente da Frente Parlamentar, vereador Demerson Dias (Demerson da Saúde). Participaram os vereadores Izaque Silva (vice-presidente da comissão), William Leite (secretário); e os membros Adão Batista, Profª Alba Lucena, Anderson Silva, Elza do Gás, José Tabosa e Natanael Gonzaga; e, ainda, os vereadores José Geraldo de Souza (Geraldo da Padaria) e Wellington Bozo. A vereadora de Presidente Venceslau Lucimara Dias também esteve presente.

O encontro contou com a participação do deputado estadual Ed Thomas; do Procurador da República Dr. Tito Lívio Seabra, representando o Ministério Público Federal; os Defensores Públicos Giovana Devito dos Santos Rota e Matheus Assad João; o secretário municipal de Saúde de Presidente Prudente, Valmir da Silva Pinto; a secretária de Saúde de Presidente Venceslau, Suzi Bonifácio; Gisele Dassie Leite Garrido, representando o Departamento Regional de Saúde; Juliana Vieira de Carlos Gouvêa, representando o Conselho Regional de Enfermagem (Coren); o presidente da Fundação Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP), Antonio da Cunha Braga; o gerente administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, José Roberto Garcia; o provedor da Santa Casa de Presidente Venceslau, Reginaldo Beraldo; Clarissa Beraldo Cremonezi, representante do Hospital Estadual de Presidente Prudente; Caio Mendez de Lima, representando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) “José Carlos Roberto (Café) do Conjunto Habitacional Ana Jacinta; Zuleica Prete, da UPA  da Zona Norte; Juliana Neves Garcia, em nome do Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop); o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Presidente Prudente, Fábio Ortiz; e o presidente do CMS de Presidente Venceslau, Carlos Henrique Morais Oliveira.

A maioria dos presentes fez uso da palavra para abordar os problemas da saúde pública em Presidente Prudente e toda a região, como falta de leitos, estrutura física e vagas nas unidades hospitalares.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, vereador Demerson da Saúde, ressaltou, novamente, a necessidade de mudança para Presidente Prudente da regulação da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) do Governo do Estado de São Paulo, que atualmente é centralizada na capital paulista.

“Fizemos um estudo e percebemos que algumas situações podem ser resolvidas, como, por exemplo, descentralizar a CROSS. Voltar para Presidente Prudente, que na origem era aqui. E porque isso? Para dar mais rapidez”, pontuou o parlamentar. “O Governo Municipal está fazendo seu papel que é o básico, juntamente com as UPAs, que é o acolhimento e primeiros atendimentos. Quando chega a situação de uma necessidade de encaminhar, para a ser responsabilidade do Estado. Isso se dá mais rapidez. Até mesmo para o médico”, ponderou Demerson da Saúde.

Depois, o presidente da Fundação HRCPP, Antonio da Cunha Braga, fez outra sugestão ao lembrar que o hospital está na segunda fase de conclusão, com 120 leitos prontos, mobiliados; 16 Semi UTIs; 10 leitos de UTIs; e a partir de outubro “está pronto para iniciar a terceira fase”, que é seu “pleno funcionamento”.

“Estamos assistindo aqui em Presidente Prudente gente morrendo nas UPAs, com um hospital praticamente concluído. A pergunta que deve ser feita, na minha opinião, é porque não fazer uma ação efetiva com o Estado na busca de se fazer com que o Hospital do Câncer, já a partir de outubro, novembro, não tenha alocação de recursos para que este hospital passe a ser referência em oncologia?”, questionou Braga.

O presidente da Fundação HRCPP explicou que, apesar dos pacientes que estão nas UPAs não serem casos oncológicos, esta ação ajudaria a todos indiretamente. “O que nós propomos, e o que tem que ser discutido, é porque não transferir a oncologia dos dois hospitais públicos hoje, as duas Unacons [Unidade de Alta Complexidade em Oncologia] existentes em Presidente Prudente, para o Hospital do Câncer, abrindo vagas da UTI, leitos e demais serviços da Santa Casa e do HR”, pontuou. De acordo com Braga, “somente” trazer a regulação dos atendimentos para Presidente Prudente e região “não vai resolver, se não ampliar a infraestrutura da Santa Casa e do HR”.

Estes pontos, a descentralização do CROSS e a viabilização do Hospital Regional do Câncer para desafogar as outras unidades de saúde, juntamente com várias outras abordagens da reunião pública, farão parte de uma Ata que será entregue para o Governo do Estado de São Paulo e demais autoridades envolvidas, com uma cópia da gravação do encontro.

A reunião foi transmitida ao vivo e está disponível no canal da TV Câmara no YouTube: www.youtube.com/tvcamaradepresidenteprudente.

 

 

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