Escritórios de Defesa Agropecuária a região superaram 80% de vacinação dos bovídeos

Os três EDAs (Escritórios de Defesa Agropecuária) da região superaram 80% de vacinação dos bovídeos que deveriam ser imunizados contra febre aftosa, por meio da campanha que se encerraria no dia 31 de maio, mas foi prorrogada para 15 de junho. Em Presidente Prudente, segundo o veterinário e assistente de diretor, Carlos Furlanetto, o balanço parcial aponta para indicador total de 82,23%, sendo 633 mil bovinos (84,79% do total) e 113 mil bubalinos, totalizando 747 mil animais. Já em Dracena, o sistema registra 342.889 bovídeos com vacinação declarada (87,30%) e, em Venceslau, 825.710 (85,05%), conforme a CDA (Coordenadoria de Defesa Agropecuária), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

O veterinário ressalta que o percentual pode ser maior, visto que existem declarações ainda não lançadas no sistema, reforçando que os proprietários poderão declarar até o dia 22 de junho. “Todos os anos chegamos bem perto dos 100% de vacinação ao fim da campanha, e até o rebanho eventualmente não imunizado recebe depois uma vacinação assistida pelo EDA”, esclarece.

No entanto, caso o prazo seja desrespeitado, o criador ficara sujeito à multa de cinco Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), valor equivalente a R$ 128,50, por cabeça que deixar de vacinar, ou arcará com três Ufesps (R$ 77,10) por cabeça que deixar de comunicar. Cada Ufesp custa R$ 25,70. Como noticiado por este diário, a campanha foi prorrogada diante da paralisação dos caminhoneiros, que impactou no abastecimento das doses ao longo da última semana em todo o país.

 

Procura baixa

Apesar da extensão do prazo para a imunização, a procura nas lojas agropecuárias especializadas em Presidente Prudente segue baixa. O proprietário da Clivapec, Ivan Clivat, acredita que muitos criadores deixarão para a última hora, na semana que vem. Ele já comercializou 580 mil doses para grandes e pequenos criadores da região.

Já Leandro Bezerra de Menezes, um dos sócios da empresa Raça Forte, ressalta crer que a maioria do rebanho de bovinos e bubalinos já tenha sido imunizada – mas talvez, a vacinação só não tenha sido declarada, com poucas cabeças remanescentes. O estoque acabou na semana passada, por conta da paralisação, mas ele solicitou que uma pequena quantia adicional, por não aguardar um grande aumento na procura, mesmo com a prorrogação. “O produtor, de modo geral, já cumpriu com as suas obrigações”, declara.

 

SAIBA MAIS

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a febre aftosa é uma doença contagiosa e se espalha rapidamente. Os animais têm febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas, se isolam dos outros, babam, mancam, arrepiam o pelo e param de comer e beber. Pode afetar em bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres que possuem casco fendido (duas unhas). A doença pode ser fatal em animais jovens. Os afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito, com perda severa de produção de leite e carne. O principal efeito da doença é comercial, causando sérios prejuízos econômicos e sociais.

 

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