Justiça de São Paulo marca para 2027 julgamento de Marcola por morte de PM em 2006

Justiça de São Paulo marca para 2027 julgamento de Marcola por morte de PM em 2006

A Justiça de São Paulo agendou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o julgamento de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como mandante do assassinato do policial militar Nelson Pinto e da tentativa de homicídio contra o PM Marcelo Henrique dos Santos Moraes. Os crimes ocorreram em 12 de maio de 2006, em Jundiaí (SP), e o processo tramita desde setembro daquele ano.

Segundo a acusação, os atos integraram a onda de violência promovida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) após a transferência de líderes da organização para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Os policiais foram baleados na Rua Senador da Fonseca durante patrulhamento. Nelson Pinto morreu no local, e o parceiro sobreviveu aos ferimentos.

A defesa de Marcola critica a demora no julgamento. O advogado Bruno Ferullo afirmou que o caso será apreciado cerca de 21 anos depois dos fatos. Segundo ele, o acusado nega a autoria dos crimes e confia na apresentação de suas razões ao Tribunal do Júri, com base na presunção de inocência.

O processo teve os acusados pronunciados pela Justiça em 2009 e foi transferido de comarca em 2019 por questões de segurança. Em 2023, a própria Justiça paulista reconheceu o excesso de prazo. A defesa sustenta que a demora compromete a razoável duração do processo, a preservação das provas e os depoimentos das testemunhas.

Principais informações

  • Julgamento de Marcola foi marcado para 11, 12 e 13 de maio de 2027.
  • Ele é acusado de ser o mandante da morte do PM Nelson Pinto e da tentativa de homicídio contra outro policial em 2006.
  • Os crimes ocorreram em Jundiaí (SP) durante a onda de ataques do PCC após transferência de líderes para o RDD.
  • A defesa do acusado critica a demora e afirma que ele nega a autoria dos crimes.
  • O processo tramita desde setembro de 2006 e a Justiça reconheceu excesso de prazo em 2023.

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